Como Formar o Preço de uma Coleção de Roupas?

Criar uma nova coleção envolve pesquisa, desenvolvimento, produção e investimento. Entretanto, depois de definir os modelos, surge uma decisão que pode determinar a rentabilidade de toda a coleção: como formar os preços corretamente?

Um erro comum é precificar cada peça apenas com base no custo do tecido e da produção. Porém, uma coleção também gera custos de criação, desenvolvimento, provas, modelagem, fotografia e outros investimentos que precisam ser recuperados pelas vendas.

Portanto, saber como formar o preço de uma coleção de roupas ajuda a proteger a margem e evita que uma coleção venda bem, mas gere pouco resultado.

Comece calculando o custo total da coleção

Antes de definir o preço de cada peça, levante todos os investimentos realizados para colocar a coleção no mercado.

Considere, por exemplo:

  • Pesquisa e desenvolvimento;
  • Criação e design;
  • Modelagem e peças-piloto;
  • Tecidos e aviamentos;
  • Corte e costura;
  • Etiquetas e embalagens;
  • Fotografia e produção de conteúdo;
  • Marketing e lançamento.

Ou seja, alguns custos não pertencem a apenas uma peça. Eles fazem parte do desenvolvimento da coleção como um todo.

Separe os custos da coleção dos custos de cada peça

Em primeiro lugar, calcule os custos diretos de cada modelo.

Por exemplo, considere:

  • Tecido utilizado;
  • Aviamentos;
  • Mão de obra;
  • Etiqueta;
  • Embalagem;
  • Outros custos diretamente ligados à produção.

Depois disso, analise os custos compartilhados pela coleção, como desenvolvimento, fotografia e campanha de lançamento.

Dessa forma, você consegue entender quanto custa produzir cada peça e quanto a coleção precisa faturar para recuperar os investimentos realizados.

Distribua os custos compartilhados com critério

Uma forma simples é calcular quanto a coleção pretende produzir ou vender e distribuir parte dos custos compartilhados entre as peças.

Imagine, por exemplo, que o desenvolvimento e lançamento da coleção custaram R$ 10 mil e a previsão é vender 500 peças.

Nesse cenário, o custo médio compartilhado seria:

R$ 10.000 ÷ 500 peças = R$ 20 por peça

Esse valor pode servir como referência inicial. Entretanto, nem todos os produtos precisam receber exatamente a mesma parcela.

Uma peça com maior margem ou valor percebido pode absorver uma parcela diferente. Por outro lado, um produto básico e mais sensível ao preço pode exigir outra estratégia.

Defina a margem antes de definir o preço

Depois de conhecer os custos, determine quanto a empresa precisa gerar para cobrir despesas, impostos e alcançar o lucro desejado.

Mais importante, não escolha uma margem apenas porque outra marca utiliza determinado percentual. A margem adequada depende da realidade da empresa.

Além disso, considere:

  • Tributação;
  • Taxas de cartão e plataformas;
  • Comissões;
  • Despesas operacionais;
  • Descontos e promoções planejadas;
  • Margem de lucro desejada.

Consequentemente, o preço passa a ser construído com base nos números da empresa, e não apenas no preço praticado pelos concorrentes.

Analise a coleção como um conjunto

Nem todas as peças precisam ter a mesma margem.

Por exemplo, uma peça de entrada pode trabalhar com uma margem menor para facilitar a compra, enquanto modelos exclusivos podem ter maior rentabilidade. Da mesma forma, o objetivo é que a coleção, como um todo, gere o resultado esperado.

Por isso, acompanhe:

  • Custo médio;
  • Margem por peça;
  • Margem da coleção;
  • Quantidade vendida por modelo;
  • Descontos concedidos;
  • Estoque parado.

Como resultado, fica mais fácil identificar quais modelos realmente sustentam a rentabilidade da coleção.

Não copie apenas o preço da concorrência

Pesquisar o mercado é importante. Entretanto, usar o preço de outra marca como única base pode gerar problemas.

Cada empresa possui custos, despesas, tributação e posicionamento diferentes.

Portanto, o concorrente pode ajudar a entender a faixa de preço aceita pelo mercado, mas não deve definir sozinho quanto sua coleção precisa cobrar.

Em outras palavras, o preço precisa fazer sentido tanto para o cliente quanto para a saúde financeira da empresa.

Revise os preços durante a coleção

A precificação não termina no lançamento.

Durante as vendas, acompanhe o desempenho dos produtos. Se determinados modelos exigem descontos frequentes ou ficam parados, analise o impacto na margem.

Enquanto isso, modelos com boa aceitação podem indicar oportunidades para ajustar compras e produção futuras. Depois disso, use essas informações para melhorar a formação de preço das próximas coleções.

Conclusão

Saber como formar o preço de uma coleção de roupas exige olhar além do custo de produção de cada peça. Em suma, considere os custos individuais, os investimentos compartilhados, impostos, despesas e a margem necessária para que a coleção seja rentável.

Portanto, antes de lançar uma nova coleção, responda a uma pergunta fundamental: quanto essa coleção precisa vender e com qual margem para realmente gerar lucro para a empresa?

Sua coleção está sendo precificada para vender ou para gerar resultado?

Na Ativo Contabilidade, ajudamos empresas do setor de moda a analisar os números por trás de uma coleção, desde os custos de desenvolvimento até a margem necessária para transformar as vendas em resultado.

Se sua marca atua em Aquiraz, Eusébio, Fortaleza ou toda a região, a Ativo pode ajudar a estruturar uma visão mais clara sobre custos, preços e rentabilidade antes do lançamento da próxima coleção.

Antes de definir a etiqueta de preço, entenda o que cada coleção precisa retornar para a sua empresa.

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